Chega final de ano e parece que a grande maioria das conversas são relacionadas aquilo que queremos conquistar no próximo ano.

Eu percebo também que a maioria das narrativas pro próximo ano, são baseadas nas falhas e falta de conquistas desse ano, de tudo que já passou.

Para muitas pessoas, final de dezembro é bem assustador, pois é o momento de fazer a velha retrospectiva e perceber que não alcançou nada daquilo que planejo no início do ano, ou no final do ano passado. Ao mesmo tempo que o mês de dezembro pode ser bem assustador e olhar para traz pode doer um pouco, ou até doer bastante, esse mês também pode ser um ótimo catalisador de mudanças e um soco na cara necessário! Você pode comparar dezembro com aquele seu amigo de coração, que quer te ver vencer na vida, mas não pega leve. rs

Se você olha pra traz e vê um ano onde as coisas não andaram da maneira que você idealizou ou planejou, saiba que todo dia a gente tem a possibilidade de recomeçar, e todo dia a gente pode construir uma história vencedora.

Bora começar?

Como eu tive um ano com bastante realização eu quero compartilhar com você uma que eu tive logo depois de concluir a minha primeira maratona, a maratona de Nova Iorque, agora em novembro.

Para quem não sabe, uma maratona é uma prova de corrida de 42 km. O negócio é duro, bem duro! rs

Agora, o que fez eu conseguir concluir a maratona foi a junção de três elementos principais, que hoje eu entendo, funcionam como modelo para eu construir o meu futuro e que talvez possa abrir um caminho para você.

1. Objetivos

Ter colocado o objetivo da maratona no papel foi um exercício bem importante. Apesar de na época eu não estar em condição nenhuma de correr uma maratona – eu estava com sobrepeso (cerca de 20 quilos a mais do que estou hoje) e péssimo condicionamento físico.

Para mim, o objetivo de correr uma maratona, parecia mais um sonho.

Mas eu coloquei como objetivo porque eu estava buscando uma mudança radical na minha saúde. E sabendo que correr uma prova de maratona ia requerer muito, mas muuuuito mesmo de mim, eu sabia que eu teria que estar, no mínimo, muito saudável pra atingir esse objetivo.

2. Metas

Como eu já passei pela fase de autoenganação, de acreditar que simplesmente colocar um objetivo faria aquilo acontecer naturalmente, eu também registrei no papel uma lista de metas para me ajudar a chegar lá. Como eu não tinha ideia do que seria necessário para realizar uma maratona a minha lista de metas, na verdade, começou bem pequena, tinha apenas dois itens.

A] Encontrar um assessoria de corrida.

B] Encontrar uma nutricionista esportiva.

Realizando esses dois itens, aos poucos a lista de metas começou a crescer de forma orgânica. Meu assessor de corrida começou a criar planilhas para eu seguir e conseguir realizar a maratona, dentro do prazo que tinha estipulado. E a minha nutricionista me ajudou a encontrar uma alimentação adequada para potencializar minha saúde.

Um grande aprendizado que eu tive relacionado a objetivos e metas, é que nem sempre precisamos saber exatamente como vamos chegar ao objetivo. O importante é encontrar um primeiro passo. Então se pra você o caminho está muito nebuloso, pense apenas no próximo passo. Esse passo vai abrir mais caminhos para você começar a andar com mais autonomia.

3. Instabilidades e adaptação

Para mim, esse terceiro e último ponto, foi o que trouxe o aprendizado mais importante.

Mesmo criando objetivos e metas, praticamente nada saiu como eu imaginava.

Consegui correr e finalizar a maratona? Sim.

Foi da maneira que eu imaginava? Não.

No mundo dinâmico que vivemos hoje e que tanto se transforma, muitas vezes acontecem coisas externas que requerem adaptações na sua vida. Você pode ser promovido ou demitido, casar ou se separar, ficar doente ou encontrar mais saúde, ganhar novas amizades e perder amizades antigas, mudar de país, cidade ou apartamento…

Só há uma certeza: as coisas mudam, sempre.

O que me ajudou a ter sucesso em realizar meu objetivo foi utilizar as metas como ponto de referência e aceitar a não-linearidade da jornada. Respeitar que nem sempre as coisas vão da maneira que imaginamos, mas ter a habilidade de se adaptar ao longo dessa jornada.

Não desistir quando as coisas desandam, mas olhar para as metas e fazer adaptações quando for necessário, isso foi crucial para mim.

E o melhor de tudo, ter realizado esse sonho me trouxe tantos aprendizados, inclusive esse, que com certeza irá facilitar e me apoiar na realização de outros objetivos.

Te desejo muito, muito sucesso agora e em 2020!

Ah, aqui estão algumas fotos da maratona 🙂 

  

Leia também ‘Você é seu melhor amigo? Minhas dicas para se livrar do autobullying‘ e ‘Para não estourar, não deixe acumular‘. 

31/12

Crica Wolthers

Dinamarquês-brasileiro, pai, marido, empreendedor, Co-fundador e CEO do Zen.

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Quem é crica
Christian ‘Crica’ Wolthers
Dinamarquês-brasileiro, pai, marido, co-fundador do Zen, investidor anjo, apresentador do Crica das Plantas e palestrante.
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